Tinha que ser o Chaves!

Etapa 6 -Vuelta 2015 – Esteban Chaves sapateia na cara da sociedade magricela das montanhas, leva etapa e recupera camisa vermelha!

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Galerinha linda da perna depilada, hoje a etapa 6 da Vuelta foi bem maneira. No começo do dia, uma fuga com 6 corajosos partiu solitária rumo a linha de chegada. Infelizmente (para eles), o pelotão manteve o controle o tempo todo. A coisa tava feia mesmo: Ainda longe 20km da meta, os pobres escapados tinham só 1 minuto de folga. Mal da pra esquentar um leite com Nescau no microondas.

A diferença foi caindo para 30s até uns 11 km para o fim. Neste momento, Rubiano atacou os escapados e abriu. Porém, quem lançou um forte contra-ataque foi Cummings. Só para dar graça nas coisas, o pelotão perdeu um pouco de velocidade e todo mundo ficou com aquela de “e aí, quem vai agora”?

Metendo um passão ogro do tipo “ultrapassando carro a 50 na marginal local”, Cummings foi abrindo vantagem durante boa parte da última subida – uma montanha com dois trechos, o primeiro longo e pouco inclinado e o segundo, curto e com 15% da inclinação.

Cummings entrou neste segundo trecho, a uns 3km da meta, com apenas 20 segundos de vantagem. Porém, quando faltavam apenas 2,5 km para o topo, Chaves acelerou bravamente e foi-se embora. Digo bravamente porque atrás dele vinham Quintana, Froome, Aru, Valverde e outros grandes nomes do ciclismo. Se um ataque assim falha, as chances dele tomar um tempo enorme são absurdas. Quem já atacou – e falhou miseravelmente – na subida, sabe bem disso

Porém, o jovem colombiano manteve a potência alta, ultrapassou Cummings e venceu de forma convincente. Atrás dele, Tom Dumoulin ainda tentou atacar para segurar a camisa, mas não foi capaz de supera a velocidade do colombiano e cruzou só em terceiro, atrás de Dan Martin.

 

A primeira vez a gente não esquece!

Etapa 5 – Vuelta 2015 – O jovem Caleb Ewan, que lembra muito um amigo nosso, meteu o sapato e ganhou o sprint do cebolão – minto, ganhou a 5a etapa da Vuelta, que é muito mais top. Alias, é a maior vitória da carreira desse menino que é promessa australiana.

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A altimetria da etapa de hoje tinha cara de sprinter e terminava com uma leve subida. Todavia, olhando o percurso, deu pra perceber por que as coisas pegaram fogo de forma mais desorganizada hoje. Nos últimos 4 km, um monte de curvas, zig-zags e rotatórias esticaram o pelotão todo, que vinha sendo controlado pela MTN desde uns 9km para a chegada.
Quando os atletas passaram pela marca de 3 km, várias equipes brigaram pela ponta valendo dedo no olho e pula-pirata.

Quando as cosias se assentaram, quem liderava era a Orica-BeiraVerde, sendo perseguida pela Giant-Monange. A Cofidis ficou perdidona e sumiu do mapa. A última vez que foram vistos estavam pedindo informação no posto Ipiranga.

A Saxo assumiu a ponta por alguns metros e levou Sagan para segundo. Porém, quando o funcionário embalador do Oleg cansou, Peter pulou para a roda do embalador da Orica, que já estava bem cansado. Aproveitando o movimento, a Giant-Bozano acelerou e colocou Degenkolb de frente para o gol. O alemão lançou seu sprint. Mas, num movimento rápido, Caleb pulou na roda do Chucrute e apertou o passo para vencer. Sagan, cansado das pancadas dos dois últimos dias, simplesmente não teve perna para acompanhar os líderes.

 

Valverde ganha 4ª etapa da Vuelta, adivinha quem é segundo?

Etapa 4 – Vuelta 2015 – Valverde vence etapa “Band+Jaraguá” com Peter Sagan em segundo – de novo.

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Mas sério, o final da etapa de hoje foi eletrizante. A parte final da etapa é mais ou menos como descrevemos aí em cima. Um trecho longo e relativamente plano (para matar a fuga) e uma subida de 4km cheia de curvas e variações de gradiente, com picos de até 18%.
No começo da etapa, aquela fuga básica de seis atletas formou-se e abriu até uns 7 minutos de vantagem. Mas, como era muito plano, o pelotão (amplamente controlado pela Tinkoff-Saxo), engoliu os últimos escapados a uns 10km da chegada.

Depois disso, o bloco veio rodando em altíssima velocidade em algo que parecia muito com uma chegada em sprint – todo mundo querendo andar na frente o tempo todo. Isso até uma curvinha para a direita e BUM, começada a subida.

Logo de cara, Tosh Van Der Sande acelerou e abriu um gap do grupo que vinha babando atrás. Depois, Bilbao também acelerou e manteve-se na ponta até o km 2 do morro. Numa descidinha, Samuel Sanchez atacou e trouxe Nicolas Roche em sua roda.

Quem puxava o bloquinho que vinha atrás era o Majka, com Valverde em sua roda. Porém, nos últimos 200m, Valverde apertou o nitro Velozes e Furiosos para acelerar de forma explosiva para passar todo mundo. Sagan, percebendo o movimento, partiu junto. Porém, o eslovaco estava um pouco atrás e não teve como superar Valverde na linha de chegada.

Brincadeira a parte, eu nunca me canso de ver a versatilidade que esse cara tem. É de tirar o chapéu MESMO.

 

Hoje sim, Peter Sagana vence Etapa da Vuelta!

Etapa 3 – Vuelta 2015 – Peter “segunda é comigo mesmo” Sagan vence sprint com direito a chute do meio de campo com cobertura no goleiro.

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É isso mesmo, senhoras e senhores! Hoje foi do dia que Peter Sagan tirou a barriga da miséria de vitórias em grandes voltas, algo que ele não fazia desde que ele bateu Pedro Alvares Cabral no Sprint insano do PJ, em 1498 – brincadeira, foi no Tour 2013, SNME.

A fuga de hoje fez a festa nas montanhas enquanto pode, já que na segunda metade de prova o pelotão apertou o passou para levar a chegada para o sprint em massa, e foi exatamente isso que aconteceu.

A Giant veio puxando o bloco na esperança de garantir a vitória para John Degenkolb. Na aproximação final, já dentro do último KM, realmente parecia que a estratégia da equipe alemã daria certo. Porém, eles não contavam com o chute no traseiro eslovaco chamado Peter Sagan, que vinha pregado na roda do homem forte da equipe.

Na marca de 250m, quando Degenkolb pulou para a direita de seu embalador, Sagan jogou para a esquerda, ligou o blower daquela Vange Mad-Max que ele pedala e ultrapassou o alemão em alta velocidade. O Bouhani, que estava na roda do eslovaco, não ter perna e ficou em segundo. Bela pancada, sim senhor!

Vídeo dos últimos kms:

Vai de Uber Nibali!

A segunda etapa da Vuelta 2015, primeira válida foi surpreendente.

Chaves vence e Nibali é desclassificado por dedão nervoso (veja no vídeo).
Senhoras e senhores, meninos e meninas deste mundão de meu Deus Merckx, a etapa de hoje da Vuelta foi boa de mais da conta! No começo teve aquela fuga de sempre mas eles morreram longe da chegada, tipo uns 30kms.

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O Nibali se envolveu num pacote a 30kms e, gastando um monte de combustível, conseguiu voltar ao pelotão antes da última subida, a uns 10km da chegada. Só que, neste caso, o italiano não gastou só o combustível de suas pernas, já que ele foi flagrada pegando a famigerada guinda no carro da equipe. Foi tão ridiculo que o cara que vinha na roda dele até parou de padalar.

A última subida era bastante bizarra, com uns tops de até 30%. Neste cenário, Cyril Gautier acelerou e abriu uma pequena vantagem do pelotão a 4km da meta. Porém, em seu encalço veio Nairo “Lhama dos Andes” Quintana. Logo formou-se um trio de três lideres subindo a subida pra cima – eram Quintana, Roche e Dumoulin.

A 2km da chegada, Chaves acelerou do pelotão e conseguiu juntar-se aos lideres. Logo ele assume a ponta e não larga mais – deixaria o D2 nervoso. Com a velocidade, Quintana sobra de roda e perde contato. Roche tenta acelerar, mas é capturado por Chaves. Depois, com mais uma pancada estilo “Sr. Barriga chegou na vila”, o combiano despacha o grandalhão da Sky e fica somente com Ton na roda.

No fim, Chaves mostrou-se mais forte e venceu a etapa com um segundo conquistado com uma aceleração a 150m da meta. Ele é o novo camisa vermelha da competição.

Nibali brincando de mochilão na europa

Kms finais

https://www.youtube.com/watch?v=W4cmLrPAp1I

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